A Magia Proibida
Quando ainda eram os Nordgoths apenas tribos espalhadas pelas ilhas do norte, os Drachen já eram comuns para aqueles humanos, que segundo diz a lenda foram os únicos seres humanos a conviver em paz com as colossais criaturas dos céus e dos mares.
Havia uma tribo próxima à Montanha Krone, que sempre desejou ser a maior tribo dentre todas dos Nordgoths. Pois segundo seu líder Ayller Goth, eles sempre foram os mais fortes e que encaravam desafios maiores.
Ayller tinha 3 esposas: Laera, Martery e Naelle. Naelle era a mais jovem das 3 e mais bonita, com ela Ayller teve 2 filhos, um casal, Taeryr e Maelyn, a menina que tinha alcançado a mocidade um ano antes era tão bonita quanto a mãe, com longos cabelos loiros esbranquiçados e olhos verdes azulados, era esbelta, alta e tinha habilidade de caça e um corpo atlético, muitos queriam casar seus filhos com ela, uma típica Nordgoth pura.
Dentre os pretendentes estava o filho de mesma idade dela, de um líder de uma tribo das planícies, um homem rico e com muitas posses, seu filho também tinha ótima aparência e havia muitas pretendentes, Maelyn pareceu se interessar pelo jovem.
Gothyr era a maior cidade na região, lá estava o Templo Ars Magi, onde os sacerdotes da antiga magia pura se encontravam, em uma pregação pública um dos sacerdotes disse:
Não pratiquem de forma alguma, a magia proibida, pois está no livro Ars Magi Antigo, que o dia que isso acontecer, uma maldição cairá e perdurará para sempre.
A Ars Magi veio segundo os Sacerdotes, de um lugar distante, para além do Sul, de uma cidade do deserto chamada Bavelim, de um povo sábio chamado Kasdim, e que foi trazido de lá pelo povo que traiu, segundo a lenda, o deus deles, esse povo eram os yakovim.
Mas a tribo do leste, como era conhecida a tribo de Ayller, não estava preocupada com o que o sacerdócio dizia:
Aqueles velhos, querem nos privar do poder real que a magia antiga pode nos dar, eu vou criar uma nova geração de guerreiros nessa tribo, usando o sangue puro Nordgoth, com o sangue dos Drachen, em um ritual que nos trará todo o poder daqui adiante.
Depois dessa fala Ayller foi até sua casa e pegou seus dois filhos Maelyn e Taeryr, ele explicou a eles o que tinha que ser feito. Maelyn ficou um pouco desconfortável, mas entendeu, então ele mandou Taeryr ir banhar a irmã e prepará-la para o ritual, enquanto Ayller foi pegar sangue de Drachen em uma casa de feiticeiros próximos à floresta das sombras.
Todas as pessoas da tribo se reuniram em torno da tenda onde Maelyn e Taeryr teriam relações, o sangue Drachen foi passado nos órgãos íntimos de ambos, como mandam os livros da magia proibida, ambos tinham que ser virgens e consanguíneos. Os incensos e velas e os símbolos estavam prontos, às 3:30 da manhã o ritual começou, com os tambores rugindo e as sombras dos irmãos sendo vistas tenda afora, os dois copularam por cerca de 10 minutos. Tudo dentro do ritual tinha sido feito do jeito que o livro pedia, mas Ayller não leu o que tinha que ser feito depois.
No livro dizia que a jovem tinha que se manter intocada até o nascimento da criança e que ela teria que realizar pequenos rituais diários para que tudo desse certo, Ayller não leu e não orientou Maelyn e Taeryr.
Os dois passaram a ter relações com frequência, inclusive convidando outros jovens da tribo, Ayller esqueceu que lidava com sangue de criaturas cujo poder estava além da compreensão de qualquer ser humano, e que as consequências seriam fatais para toda a tribo.
A falsa sensação de que tudo estava bem deu à tribo do leste a esperança de que daqui nove meses (Maelyn estava grávida, mas seria o filho de Taeryr?). Confirmada a gravidez de Maelyn, uma festa foi feita, e toda tribo se entregou em devassidão, e Maelyn mesmo com um mês de gravidez, foi para cama com mais três homens, nenhum deles era Taeryr, que estava na cama com outros dois homens.
A maldição estava lançada, seria manifestada da forma mais cruel de todas.
